BRASIL CÁ DENTRO
"Há canções e há momentos, eu não sei como explicar, em que'a voz é um instrumento qu'eu não posso controlar"Milton Nascimento
Nunca ouvi dizer a ninguém que a mediocridade pudesse morar em coração generoso. E, mesmo que isso viesse a ser verdade, só teria uma explicação: tratar-se-ia de uma qualquer disfunção cardíaca. Mas é bom deixar dito, e disso posso dar testemunho, que tal anomalia não existe no rol dos males dos nossos irmãos brasileiros, e muito menos nos cantores da Associação Cultural de Florianópolis.
Foi esse punhado de artistas, de sorriso perene e a voz toldada de emoção, que deixou por aí, de mão cheia, os sons da melhor alma brasileira e pelos recantos da ilha, eles, com ternura, esgaravataram para saber de suas raízes, espalhando o ritmo da terra catarinense, como que a deixar estampado, no verde majestoso do nosso grande Nordeste, a marca indelével da sua graciosidade e de serem mais uns dos nossos.
Não se poupando a esforços, em três dias muito cantaram. E, logo para Deus, cantaram primeiro num preito de tudo dever, emprestando muito fervor à Eucaristia da tarde do último domingo, na igreja de São Pedro. Faltava agora o preceito de César, o de dar à cidade o que, certamente com trabalho e dedicação, traziam na sua bagagem artística. Mesmo ali, no templo que louvaram o sagrado banquete, cantou a alma do povo, que quer a companhia do Bem junto de si.
A Universidade dos Açores, a seguir, quis também tê-los em sua casa, para os ouvir com a sensibilidade de mestres de outras artes, e os alunos, em troca, mimosearam-nos com os sempre bonitos mimos da academia.
O momento da despedida tem sempre um enlevo raro e - sempre foi assim - por isso é trabalhada e retocada. Aconteceu isso mesmo na igreja de Santo André. A rigor, com o brilho que se requer na hora da partida, rebuscaram o melhor que tinham nas pastas, para a todos - e muitos eram - provarem que sabiam da arte de cantar.
Essa gente - de Villa-Lobos e de Jobin, e de Venício e de Nascimento - é o que se vê. É um Brasil onde a imagem do Cruzeiro resplandece e a Pátria, sempre cantada a toda a hora, é mais amada.
E eu pergunto-me, que seiva te corre pelo corpo, grande Brasil?
Com graça e oportunidade crítica, um professor da Universidade Federal de Santa Catarina, quando lá estivemos, me asseverou: "isso aí, meu amigo, é genético...".
E é; que o digam quantos de nós, os da Associação Musical Edmundo Machado de Oliveira, que os acolheu, ouviram deles, com entusiasmo e um brilho gostoso no olhar, "nós somos daqui, não saímos de casa".
E uma vez que se tem gente dessa à nossa mesa, como sendo dos nossos, só nos resta a alegria de tudo dar e ficar contente, porque foi assim que aprendemos com a alma grande que temos, esse torrão de lava que sofre e ri, quando se é cantor.
Santa Catarina se foi da ilha, mas não da sua terra, porque, na Terceira, onde agora se encontram, querem ver com os seus próprios olhos mais uma terra prometida.
Com pasmo e respeito, como se a uma avó velhinha quisessem posar para um retrato de família, encontraram um pequeno mundo cheio de graça, um mundo de Ilhas de Bruma, de que falarei amanhã.
Foi esse punhado de artistas, de sorriso perene e a voz toldada de emoção, que deixou por aí, de mão cheia, os sons da melhor alma brasileira e pelos recantos da ilha, eles, com ternura, esgaravataram para saber de suas raízes, espalhando o ritmo da terra catarinense, como que a deixar estampado, no verde majestoso do nosso grande Nordeste, a marca indelével da sua graciosidade e de serem mais uns dos nossos.
Não se poupando a esforços, em três dias muito cantaram. E, logo para Deus, cantaram primeiro num preito de tudo dever, emprestando muito fervor à Eucaristia da tarde do último domingo, na igreja de São Pedro. Faltava agora o preceito de César, o de dar à cidade o que, certamente com trabalho e dedicação, traziam na sua bagagem artística. Mesmo ali, no templo que louvaram o sagrado banquete, cantou a alma do povo, que quer a companhia do Bem junto de si.
A Universidade dos Açores, a seguir, quis também tê-los em sua casa, para os ouvir com a sensibilidade de mestres de outras artes, e os alunos, em troca, mimosearam-nos com os sempre bonitos mimos da academia.
O momento da despedida tem sempre um enlevo raro e - sempre foi assim - por isso é trabalhada e retocada. Aconteceu isso mesmo na igreja de Santo André. A rigor, com o brilho que se requer na hora da partida, rebuscaram o melhor que tinham nas pastas, para a todos - e muitos eram - provarem que sabiam da arte de cantar.
Essa gente - de Villa-Lobos e de Jobin, e de Venício e de Nascimento - é o que se vê. É um Brasil onde a imagem do Cruzeiro resplandece e a Pátria, sempre cantada a toda a hora, é mais amada.
E eu pergunto-me, que seiva te corre pelo corpo, grande Brasil?
Com graça e oportunidade crítica, um professor da Universidade Federal de Santa Catarina, quando lá estivemos, me asseverou: "isso aí, meu amigo, é genético...".
E é; que o digam quantos de nós, os da Associação Musical Edmundo Machado de Oliveira, que os acolheu, ouviram deles, com entusiasmo e um brilho gostoso no olhar, "nós somos daqui, não saímos de casa".
E uma vez que se tem gente dessa à nossa mesa, como sendo dos nossos, só nos resta a alegria de tudo dar e ficar contente, porque foi assim que aprendemos com a alma grande que temos, esse torrão de lava que sofre e ri, quando se é cantor.
Santa Catarina se foi da ilha, mas não da sua terra, porque, na Terceira, onde agora se encontram, querem ver com os seus próprios olhos mais uma terra prometida.
Com pasmo e respeito, como se a uma avó velhinha quisessem posar para um retrato de família, encontraram um pequeno mundo cheio de graça, um mundo de Ilhas de Bruma, de que falarei amanhã.

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